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Tipo do documento: Dissertação
Título : Diversidade, densidade de propágulos infectivos e capacidade infectiva de fungos micorrízicos arbusculares (FMA), em solo sob leguminosas herbácas perenes
Otros títulos : Diversity, density of infective propagules, and infective capacity of arbuscular mycorrhizal fungi (AMF) in soil under perennial herbaceous legumes
Autor : Gravina, Geraldo de Amaral
Orientador(a): Berbara, Ricardo Luiz Louro
metadata.dc.contributor.advisor2: Guerra, José Guilherme Marinho
Primeiro membro da banca: Berbara, Ricardo Luiz Louro
Segundo membro da banca: Guerra, José Guilherme Marinho
Terceiro membro da banca: Trufem, Sandra Farto Botelho
Quarto membro da banca: Silva, Eliane Maria Ribeiro da
Palabras clave : Fungos micorrízicos arbusculares (FMA);Propágulos infectivos;Diversidade de espécies;Arbuscular mycorrhizal fungi (AMF);Infective propagules;Species diversity
Área(s) do CNPq: Agronomia
Agronomia
Idioma: por
Fecha de publicación : 23-oct-1998
Editorial : Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UFRRJ
Departamento: Instituto de Agronomia
Programa: Programa de Pós-Graduação em Agronomia - Ciência do Solo
Citación : GRAVINA, Geraldo de Amaral. Diversidade, densidade de propágulos infectivos e capacidade infectiva de fungos micorrízicos arbusculares (FMA), em solo sob leguminosas herbácas perenes. 1998. 128 f. Dissertação (Mestrado em Agronomia, Ciências do Solo) - Instituto de Agronomia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 1998.
Resumen : Avaliaram-se entre 1997 e 1998, em experimento de longa duração, implantado em 03/95, localizado no campo experimental da Embrapa Agrobiologia em solo Podzólico Vermelho distrófico (PVd) série Itaguaí - RJ, o Número de Propágulos Infectivos (NPI) e a Capacidade Infectiva (CI) de Fungos Micorrízicos Arbusculares (FMA) indígenas, em solo coberto com diferentes leguminosas herbáceas perenes que, após o estabelecimento, foram roçadas duas vezes ao ano. A parte aérea, após o corte das leguminosas, foi manejada através da remoção ou manutenção em cobertura sobre a parcela. As leguminosas sob avaliação foram: Arachis pintoi; Macroptilium atropurpureum; Pueraria phaseoloides e vegetação espontânea mantida capinada, num delineamento em blocos casualizados com parcelas subdivididas. Para a estimativa do NPI e a avaliação da CI, instalaram-se bioensaios em casa-de-vegetação com amostras coletadas aproximadamente aos 22 meses após a implantação do experimento de campo, após o 4 o corte das plantas. Nessas amostras, fez-se a contagem dos esporos de FMA. Para a avaliação do NPI empregou-se o bioensaio do Número Mais Provável (NMP), onde as diluições foram feitas em 9 séries, na base 4 e com 5 repetições por diluição. No bioensaio xvii da CI, empregou-se a metodologia de planta isca com Sorghum bicolor crescendo no inóculo (amostras do campo), sendo transplantadas após 7, 14, 21, 28 e 35 dias, para potes com solo esterilizado, tendo sido o sistema radicular cuidadosamente lavado. Em ambos os bioensaios, as plantas de sorgo foram cultivadas até a senescência (6 meses), quando coletou-se o substrato e através dos esporos existentes nele, identificou-se e quantificou-se as espécies de FMA presentes. Foi determinado o NPI por espécies individuais de FMA pela técnica do NMP baseado na identificação dos esporos gerados nas diluições e o NPI determinado pelo NMP baseado na colonização radicular. Os resultados indicaram que a manutenção dos materiais vegetais promoveu aumento no número de esporos e no NPI quando comparado com a remoção dos resíduos, independentemente da espécie de leguminosa. Entre as leguminosas, não houve diferença significativa na estimativa do NPI pelo NMP baseado na identificação dos esporos gerados nas diluições. Na avaliação do NPI baseado na colonização radicular, A. pintoi proporcionou maior NPI no solo do que M. atropurpureum. Ao se avaliar o NPI por espécie de FMA observou-se comportamento diferenciado para cada uma das espécies individuais. A técnica da CI recuperou 14 espécies de FMA, a da contagem direta dos esporos 16, enquanto que pelo NMP detectou-se 18 espécies: Glomus diaphanum; G. etunicatum; G. macrocarpum; G. microcarpum; G. occultum; G. sp1; Scutellospora castanea; S. heterogama; S. weresubiae; Acaulospora appendicula; A. rehmii; A. mellea; A. morrowiae; A. scrobiculata; A. tuberculata, Gigaspora albida; G. decipiens e Sclerocystis sinuosa. A técnica da CI não detectou S. castanea; A. tuberculata; G. decipiens e S. sinuosa, e a extração e contagem direta dos esporos, G. sp1 e G. decipiens. As demais espécies de FMA foram recuperadas pela técnica da CI e extração de esporos. As espécies G. occultum; G. diaphanum; G. macrocarpum; G. etunicatum; A. scrobiculata; A. rehmii e A. mellea infectaram as raízes do sorgo em até 7 dias de exposição no inóculo, e revelaram alto número de propágulos infectivos, sendo então consideradas como de infectividade muito alta e alta densidade. S. heterogama, apesar de presente em baixa densidade xviii populacional (baixo valor de NMP) infectou em até 14 dias de exposição, apresentando, portanto, capacidade infectiva alta e baixa densidade. O contrário ocorreu com S. castanea e A. tuberculata, que apesar do alto NPI, não infectaram as raízes do sorgo até 35 dias de exposição no inóculo. As demais espécies apresentaram baixo NPI e CI. O alto número de repetições (12) no bioensaio da CI, permitiu verificar que houve maior variabilidade entre as repetições de campo do que as de casa-de-vegetação. As três metodologias revelaram resultados distintos, sendo observado que a contagem direta dos esporos no solo e o NPI baseado na colonização radicular subestimaram a densidade de propágulos e, o NPI baseado na identificação dos esporos de cada espécie gerados nas diluições do NMP revelou maiores valores de estimativas de propágulos infectivos de FMA. As densidades populacionais de FMA correlacionaram-se positivamente com a produção de fitomassa seca de parte aérea das plantas e teores de nutrientes (N, P e K) acumulados. Com os dados de densidades de esporos e NPI por espécie de FMA, procederam-se cálculos de índices de diversidade específica de FMA, os quais indicaram que as plantas hospedeiras, bem como as formas de manejo, proporcionaram alterações no componente equitabilidade da diversidade, sem alterar a riqueza de espécies.
Abstract: In a long term experiment which began in March 1995 in a experimental field situated at Embrapa – Agrobiologia, on a distrofic podzolic soil, the number of infective propagules (NPI) and the infective capacity (CI) of native arbuscular mycorrhizal fungi (FMA) were evaluated. The soil was cropped with different legumes (Arachis pintoi; Macroptilum atropurpureum; Pueraria phaseoloides and native vegetation). They were cut twice a year and maintained or totally removed from the surface of the soil. The experimental was in factorial and in randomized blocks design whit split-plot. NPI and CI were determined after bioassays in greenhouse condition, with samplings collected after 22 months of legume management. The number of FMA was determined by MPN (for NPI), where the dilutions were done in 9 series at base 4 and with 5 replicates to each dilution. CI was determined by the trap culture technique using Sorghum bicolor growing in pots containing soil samples and transplanted after 7; 14; 21; 28 and 35 days to sterilized soil. In both bioassays, Sorghum was grown until senescence (6 months), when the substrate and the FMA were identified and quantified. NPI by individual species of FMA by technique of NPM determined by identification of the spores produced in dilutions and The NPI was also determined by root colonization. xx The results show that NPI and the total number of spores were higher in treatments where the legumes were not removed. NPI did not show any difference based on NMP determinations based on spore production at all dilutions. NPI determined by root colonization highlighted some differences. A. pintoi had higher NPI than M. atropurpureum. CI recovered 14 FMA species, spores extraction recovered 16, while NPM by individual species recovered 18: G. diaphanum; G. etunicatum; G. macrocarpum; G. microcarpum; Glomus occultum; G. sp1; Scutellospora castanea; S. heterogama; S. weresubiae; Acaulospora appendicula; A. rehmii; A. mellea; A. morrowiae; A. scrobiculata; A. tuberculata; Gigaspora albida; G. decipiens e Sclerocystis sinuosa. The CI technique did not detect S. castanea; A. tuberculata; G. decipiens and S. sinuosa, the spores extraction and identification technique did not detect G. sp1 and G. decipiens. All other species were recovered by CI and spores extraction. G. occultum, G. diaphanum; G. macrocarpum; G. etunicatum; A. scrobiculata; A. rehmii and A. mellea infected sorghum roots after 7 days in soil-inoculum. They were considered species of high infectivity and abundance. S. heterogama inspite of having low abundance (low NMP), infected after 14 days, evidencing a high infective potential. The opposite was observed with S. castanea and A. scrobiculata, which developed high levels of NMP but low root colonization after 35 days. The other species had low NPI and CI. The high number of replicates (12) at the CI bioassays indicated higher variability in field than greenhouse replicates. These three methods revealed that both spore number, determined by counting, and NPI, based on root colonization, underestimate propagule density. NPI based on spore identification for each species had higher values of infective propagules. FMA density correlate positively with the biomass of the shoot and nutrient (N, P, K) accumulation. Biodiversity indices associated with soil-crop management indicated changes of evenness without changes on the richness parameter.
URI : http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26171
Aparece en las colecciones: Mestrado em Agronomia - Ciência do Solo

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