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Tipo do documento: Tese
Título : Micropolíticas de jovens que habitam e inventam o Rio das Pedras
Otros títulos : Micropolitics of young people who inhabit and invent Rio das Pedras
Autor : Santos, Vanessa de Andrade Lira dos
Orientador(a): Berino, Aristóteles de Paula
Primeiro membro da banca: Berino, Aristóteles de Paula
Segundo membro da banca: Nascimento, Rodrigo Torres do
Terceiro membro da banca: Victorio Filho, Aldo
Quarto membro da banca: Silva, Alexandre Palma da
Quinto membro da banca: Costa, Ana Valéria de Figueiredo da
Palabras clave : Rio das Pedras;Micropolíticas;Juventudes;Micropolitics;Youth
Área(s) do CNPq: Educação
Educação
Idioma: por
Fecha de publicación : 29-feb-2024
Editorial : Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UFRRJ
Departamento: Instituto de Educação
Instituto Multidisciplinar de Nova Iguaçu
Programa: Programa de Pós-Graduação em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares
Citación : SANTOS, Vanessa Andrade Lira dos. Micropolíticas de jovens que habitam e inventam o Rio das Pedras. 2024. 190 f. Tese (Doutorado em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares) - Instituto de Educação/Instituto Multidisciplinar, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica/Nova Iguaçu, 2024.
Resumen : Este trabalho investiga os modos inventivos de habitar o território do Rio das Pedras, com e para além do planejamento ou da precarização de seu terreno. Fincado na Zona Oeste do Rio de Janeiro, o Rio das Pedras carrega as marcas das memórias dos seus habitantes, as discrepâncias dos poderes e das carências que o constituem, e uma rede de elaborações que o configura enquanto espaço de resistência. O coletivo Cine & Rock, e a praça do Pinheiro, surgem como pontos de ancoragem para os deslocamentos na região. Neste sentido, pensar em como os sujeitos, sobretudo os jovens, criam maneiras de pertencer neste ponto da cidade, se apresenta como percurso para iluminar a seguinte tese: É na invenção cotidiana, humanizadora dos territórios, que os sujeitos criam para além das demandas estratégicas que reduzem seus corpos. E é na amplitude destes corpos fazedores de lugares, que os espaços são redimensionados em seus aspectos físicos e imaginados. A metodologia da cartografia é elencada nesta pesquisa como recurso para pensar e viver os lugares, ao acessar memórias e caminhar por eles, em um exercício de concomitância entre o recurso de cruzar pontos do mapa da região e conduzir uma espécie de bricolagem que relaciona narrativas, notícias e registros imagéticos mapeados em e sobre o Rio das Pedras. A pesquisa inicia-se com um resgate autobiográfico do sentido de habitar, que faz da memória o primeiro recurso de mapeamento de lugares. A seguir, compreendemos a cartografia como um modo de mergulhar, e nos apropriamos de suas ferramentas para pisar nas bordas do território do Rio das Pedras, percorrendo pontos da região até a chegada na praça do Pinheiro, berço do coletivo Cine & Rock. A relação entre juventudes e cidade se desdobra como ponto focal deste lugar de encontro, que afunila a pesquisa na ação de limpeza da praça. A partir deste cruzamento no mapa, que se assenta em um local de encontro da região, conduzimos nossa reflexão no diálogo com autores que se afinam em direção à dimensão estética das territorialidades, sempre indissociável das micropolíticas que a definem. No tensionamento entre conformidade e resistência, o espaço relacional da cidade é reelaborado sem cessar como prática educativa. Ainda que as fomes se relativizem com as necessidades implicadas em sobreviver, e para além do descarte de coisas e de experiências, a dimensão estética dos cotidianos precarizados se apresenta como “mundos que se negam e existem, também, em virtude dessa negação” (HISSA, 2010, p.85). É na incapacidade de manutenção das obviedades programadas que a inventividade de todos os dias acontece, nos tempos interiores dos sujeitos em diálogo criativo com os seus lugares.
Abstract: This work investigates the inventive ways of inhabiting the territory of Rio das Pedras, with and beyond the planning or precariousness of its terrain. Located in the West Zone of Rio de Janeiro, Rio das Pedras bears the marks of its inhabitants' memories, the discrepancies of the powers and shortages that constitute it, and a network of elaborations that configure it as a space of resistance. The Cine & Rock collective and the Pinheiro square appear as anchor points for displacement in the region. In this sense, thinking about how people, especially young people, create ways of belonging in this part of the city is a way of illuminating the following thesis: It is in the daily invention, humanizing territories, that people create beyond the strategic demands that reduce their bodies. It is in the breadth of these place-making bodies that spaces are resized in their physical and imagined aspects. The methodology of cartography is listed in this research as a resource for thinking about and experiencing places, by accessing memories and walking through them, in an exercise of concomitance between the resource of crossing out points on the map of the region and conducting a kind of bricolage that relates narratives, news and imagery mapped in and about Rio das Pedras. The research begins with an autobiographical recovery of the meaning of inhabiting, which makes memory the first resource for mapping places. Next, we understand cartography as a way of diving, and we use its tools to tread the edges of the Rio das Pedras territory, visiting points in the region until we arrive at Praça do Pinheiro, the birthplace of the Cine & Rock collective. The relationship between young people and the city unfolds as the focal point of this meeting place, which brings the research together in the action of cleaning up the square. From this intersection on the map, which is based on a meeting place in the region, we conduct our reflection in dialog with authors who are in tune with the aesthetic dimension of territoriality, which is always inseparable from the micro-politics that define it. In the tension between conformity and resistance, the relational space of the city is endlessly reworked as an educational practice. Even though hunger is relativized by the needs involved in surviving, and beyond the discarding of things and experiences, the aesthetic dimension of precarious daily life presents itself as "worlds that deny themselves and also exist by virtue of this denial" (HISSA. p.85, 2010). It is in the inability to maintain programmed obviousness that the inventiveness of every day happens, in the inner times of subjects in creative dialogue with their places.
URI : http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26169
Aparece en las colecciones: Doutorado em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares

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