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http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26122| Tipo do documento: | Dissertação |
| Título: | O fazer do desastre: reflexões sobre tempo, rejeitos e o manejo da reparação em Barra Longa (MG) |
| Título(s) alternativo(s): | The making of disaster: reflections on time, tailings and repair management in Barra Longa (MG) |
| Autor(es): | Araújo, Amanda Gabrielle Covelo de |
| Orientador(a): | Vieira, Flávia Braga |
| Primeiro membro da banca: | Vieira, Flávia Braga |
| Segundo membro da banca: | Machado, Carly Barboza |
| Terceiro membro da banca: | Barros, Joana da Silva |
| Palavras-chave: | Desastre;Pessoas atingidas por barragens;Barra Longa;Reparação;Volta da Capela;Quilombo ribeirinho;Evento crítico;PMR;Disaster;People affected by dams;Reparation;Critical event |
| Área(s) do CNPq: | Sociologia |
| Idioma: | por |
| Data do documento: | 2-jul-2025 |
| Editor: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UFRRJ |
| Departamento: | Instituto de Ciências Humanas e Sociais |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais |
| Citação: | ARAÚJO, Amanda Gabrielle Covelo de. O fazer do desastre: reflexões sobre tempo, rejeitos e o manejo da reparação em Barra Longa (MG). 2025. 123 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) - Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2025. |
| Resumo: | Perto de completar uma década do rompimento da barragem de Fundão (Mariana, MG), situei minhas principais reflexões nesta dissertação sobre as ações de reparação conduzidas pela Fundação Renova no município de Barra Longa (MG), mais especificamente sobre o Plano de Manejo de Rejeitos (PMR). O plano foi responsável por alocar os rejeitos depositados na região central da cidade para áreas que, num primeiro momento, não foram invadidas pela lama. Esse foi o caso da Comunidade Quilombola Ribeirinha Volta da Capela, localizada nas imediações do ponto de encontro entre o rio Gualaxo do Norte e o rio do Carmo — o patrimônio paisagístico que deu origem ao nome da cidade. As áreas de lazer de Volta da Capela foram utilizadas pelo plano como Áreas de Disposição de Material Excedente (ADMEs), transformando a paisagem local em um grande canteiro de obras e inaugurando diferentes formas de experiência com o desastre. Na companhia das abordagens antropológicas e sociológicas sobre o tema (Teixeira, 2024, 2014; Leonardo, 2022; Silva, 2017, 2004, 1998; Valencio, 2017), no qual os desastres não são observados como eventos que ocorrem em um momento e espaço específicos, nem mesmo se consolidam como rupturas do funcionamento normal do sistema social que os produziu, aproximo questões em torno do fazer do desastre e dos diversos tempos verbais envoltos nesse drama social. Para isso, foram analisados acordos jurídicos (como o TTAC, TAP, A-TAP e TAC-Gov), materiais produzidos pela Aedas (Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social), relatórios da Fundação Renova e notas técnicas emitidas pelo CIF (Comitê Interfederativo), além de interlocuções com lideranças locais. Ao perseguir parte dos documentos produzidos ao longo da reparação do desastre deflagrado na bacia hidrográfica do rio Doce e seus impactos na cidade de Barra Longa, identifiquei que grande parte dos deslocamentos produzidos pelo desastre não se revelaram a partir de sua faceta catastrófica, irrompida em uma visibilidade sensacional instantânea, mas sim por uma violência de desgaste, incremental e cumulativa (Nixon, 2007), diluída em espaços, tempos, documentos e tomadas de decisão. |
| Abstract: | As it approaches a decade since the collapse of the Fundão dam (Mariana, MG), this dissertation situates its main reflections on the reparation actions carried out by the Fundação Renova in the municipality of Barra Longa (MG), more specifically on the Tailings Management Plan (PMR). The plan was responsible for allocating the tailings deposited in the central area of the city to locations that, at first, had not been invaded by the mud. This was the case of the Ribeirinha Quilombola Community of Volta da Capela, located near the confluence of the Gualaxo do Norte River and the Carmo River, the landscape heritage that gave rise to the city’s name. The leisure areas of Volta da Capela were used by the plan as Areas for the Disposal of Excess Material (ADMEs), transforming the local landscape into a large construction site and inaugurating different ways of experiencing the disaster. In dialogue with anthropological and sociological approaches on the subject (Teixeira, 2024, 2014; Leonardo, 2022; Silva, 2017, 2004, 1998; Valencio, 2017), in which disasters are not understood as events occurring at a specific time and place, nor as ruptures in the normal functioning of the social system that produced them, this work engages with questions surrounding the making of disaster and the multiple temporalities embedded in this social drama. To this end, legal agreements (such as the TTAC, TAP, A-TAP, and TAC-Gov), materials produced by Aedas (State Association for Environmental and Social Defense), reports by Fundação Renova, and technical notes issued by the CIF (Interfederative Committee) were analyzed, in addition to dialogues with local leaders. By tracing part of the documents produced throughout the reparation process following the disaster triggered in the Doce River basin and its impacts on the city of Barra Longa, I identified that a large part of the displacements produced by the disaster did not emerge from its catastrophic facet, marked by an instantaneous and sensational visibility, but rather through a slow, incremental, and cumulative violence (Nixon, 2007), dispersed across spaces, times, documents, and decision-making processes. |
| URI: | http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26122 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Ciências Sociais |
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| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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