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Tipo do documento: Dissertação
Title: Indígenas crianças em tempos de garimpo e mineração: discursos, disputas e representações
Authors: Alves, Bianca Monteiro
Orientador(a): Furtado, Fabrina Pontes
Primeiro membro da banca: Furtado, Fabrina Pontes
Segundo membro da banca: Borges, Antonádia Monteiro
Terceiro membro da banca: Gonçalves , Marcela Vecchione
Keywords: Crianças/Infâncias Indígenas;Mães/Mulheres Indígenas;Representações Sociais;Garimpo;Mineração;Indigenous Children/Childhoods;Indigenous Mothers/Women;Social Representations;Gold Mining;Mining
Área(s) do CNPq: Agronomia
Sociologia
Agronomia
Sociologia
Idioma: por
Issue Date: 1-Apr-2026
Publisher: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UFRRJ
Departamento: Instituto de Ciências Humanas e Sociais
Programa: Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade
Citation: ALVES, Bianca Monteiro. Indígenas crianças em tempos de garimpo e mineração: discursos, disputas e representações. 2026. 127 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade) - Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2026.
Abstract: A presente pesquisa tem por objetivo analisar os discursos e as representações sobre as indígenas crianças e suas infâncias produzidos pelo governo, por organizações internacionais e pela mídia hegemônica. A investigação concentra-se em conflitos socioambientais associados à mineração e ao garimpo de ouro em territórios indígenas, buscando compreender os impactos materiais dessas atividades e as implicações políticas, simbólicas e culturais dos modos como tais infâncias são narradas e tornadas visíveis. A pesquisa fundamenta-se nas seguintes categorias de análise: (1) representação e regimes de visibilidade, examinando como as indígenas crianças são discursivamente construídas nas arenas institucionais e midiáticas; (2) vulnerabilidade e enquadramento humanitário, que identifica a associação recorrente entre indígena infância, dano e crise; e (3) território, expropriação e disputa simbólica, articulando conflitos territoriais às disputas de sentido sobre desenvolvimento, responsabilidade e futuro. Além de pesquisa bibliográfica, realiza-se análise documental e discursiva de materiais institucionais da Funai, da ONU/UNICEF e do jornal Folha de S. Paulo. A análise evidencia que as indígenas crianças aparecem majoritariamente associadas a enquadramentos de vulnerabilidade, risco e sofrimento, com ênfase em contaminação, desnutrição e violência, e menor problematização das estruturas econômicas, políticas e coloniais que os produzem, consolidando um regime representacional que destaca o dano, mas tende a obscurecer as dinâmicas de expropriação territorial e as responsabilidades estatais e empresariais. Em diálogo crítico com essas representações, mobilizam-se concepções ameríndias sobre crianças e infâncias a partir da análise de podcasts, artigos, reportagens e documentários produzidos em diálogo com perspectivas e sabedorias das indígenas mulheres e mães, evidenciando que as crianças são compreendidas como parte constitutiva dos territórios e como horizonte de continuidade cosmológica, deslocando a narrativa da vitimização isolada para a defesa de projetos coletivos de vida
Abstract: The present research aims to analyze the discourses and representations about Indigenous children and their childhoods produced by the government, international organizations, and the hegemonic media. The investigation focuses on socio-environmental conflicts associated with mining and gold prospecting in Indigenous territories, seeking to understand the material impacts of these activities and the political, symbolic, and cultural implications of the ways in which such childhoods are narrated and made visible. The research is grounded in the following analytical categories: (1) representation and regimes of visibility, examining how Indigenous children are discursively constructed in institutional and media arenas; (2) vulnerability and humanitarian framing, identifying the recurrent association between Indigenous childhood, harm, and crisis; and (3) territory, expropriation, and symbolic dispute, articulating territorial conflicts with disputes over meanings of development, responsibility, and future. In addition to bibliographical research, documentary and discursive analysis is conducted on institutional materials from Funai, the UN/UNICEF, and the newspaper Folha de S. Paulo. The analysis shows that Indigenous children predominantly appear associated with frames of vulnerability, risk, and suffering, with emphasis on contamination, malnutrition, and violence, and with less problematization of the economic, political, and colonial structures that produce them, consolidating a representational regime that highlights harm but tends to obscure the dynamics of territorial expropriation and state and corporate responsibilities. In critical dialogue with these representations, Amerindian conceptions of children and childhoods are mobilized through the analysis of podcasts, articles, reports, and documentaries produced in dialogue with the perspectives and knowledge of Indigenous women and mothers, showing that children are understood as a constitutive part of territories and as a horizon of cosmological continuity, shifting the narrative from isolated victimization to the defense of collective projects of life
URI: http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25962
Appears in Collections:Mestrado em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade

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