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Title: Fitossociologia e regeneração natural de uma área de deposição de rejeito do refino de bauxita revegetada com leguminosas arbóreas em São Luís, Maranhão
Authors: Moura, Pedro Adnet
metadata.dc.contributor.advisor: Campello, Eduardo Francia Carneiro
metadata.dc.contributor.members: Campello, Eduardo Francia Carneiro
Resende, Alexander Silva de
Freitas, André Felippe Nunes
Keywords: Monitoramento ambiental
RAD
Rejeito de bauxita
Issue Date: 23-Jan-2008
Abstract: O objetivo deste trabalho foi avaliar o estado atual de desenvolvimento do reflorestamento realizado em 1997, objetivando a recuperação da área 1 de deposição de rejeito do refino de bauxita, (ADRB#1) do Consórcio de Alumínio do Maranhão (ALUMAR), localizado nas coordenadas 2 0 43’29,88” S e 440 18’41,3” W, São Luís, Maranhão. Para o estudo foram analisadas a composição florística e a estrutura do estrato arbóreo e da regeneração natural. Foram distribuídas de forma sistemática 9 parcelas de 300 m² (30 m x 10 m). Todos os indivíduos com diâmetro à altura do peito (DAP) maior do que 5 cm, foram identificados, tiveram o DAP medido e a altura estimada. A regeneração natural foi avaliada em dois estratos de tamanho: Estrato 1- plantas com altura superior a 10 cm e inferior a 1 m e estrato 2- plantas com altura superior a 1 m e DAP inferior a 5 cm. O estrato 1 foi avaliado em 81 parcelas de 2 m x 2 m e o estrato 2 em 9 transectos de 30 m x 2 m. Os principais parâmetros avaliados foram estrutura horizontal, vertical e diversidade da comunidade. No estrato arbóreo foram amostrados 289 indivíduos com 419 fustes (389 vivos e 30 mortos em pé), distribuídos em 7 famílias, 19 gêneros e 22 espécies. As 3 famílias mais representativas foram Leguminosae (14 espécies, 11 gêneros e 54,65 % do IVI), Bignoniaceae ( 1 espécie e 24,5% do IVI) e Urticaceae (1 espécie e 10,1 % do IVI), essas 3 famílias representaram 89,1 % do IVI. As 3 espécies mais importantes foram Tabebuia impetiginosa (14,65 % do IVI), Acacia mangium (12,9 % do IVI) e Cecropia cf. pachystachya (7,6 % do IVI), única espécie espontânea no estrato. O índice de diversidade de Shannon-Weaver (H’) foi de 2,56 e o índice de equabilidade (J) foi de 0,82, aos 10 anos e 7 meses de idade. Os índices foram compatíveis com outros reflorestamentos mistos e baixos quando comparados com a floresta natural original da região. Para o estrato 1 da regeneração foram identificados 1.472 indivíduos, distribuídos em 12 famílias, 19 gêneros e 20 espécies. A densidade média de plantas foi de 4,5 plantas por m². Quantificando apenas as plântulas das espécies arbóreas a densidade foi de 0,75 indivíduos/m². A densidade de plântulas de espécies arbóreas nativas da região foi de 0,012 indivíduos/m² ou 1 indivíduo a cada 84 m². As 3 famílias mais importantes foram Poaceae, Rubiaceae e Bignoniaceae. A família mais rica foi Leguminosae com 7 espécies. As 3 espécies mais representativas foram Panicum maximum, Borreria sp. e Tabebuia impetiginosa. Para o estrato 2 foram amostrados 104 indivíduos, distribuídos em 9 famílias, 17 gêneros e 18 espécies. As famílias mais importantes foram Leguminosae, Bignoniaceae e Sapindaceae. As espécies melhor representadas foram Mimosa caesalpiniifolia, Tabebuia impetiginosa e Caesalpinia ferrea. Neste estrato foram encontradas apenas 2 espécies nativas. A densidade média observada para as plântulas de espécies arbóreas para os estratos 1 e 2 de regeneração natural foi de 0,92 indivíduos/m², valores baixos quando comparados com as florestas naturais. Entretanto, são compatíveis com os valores encontrados em reflorestamentos mistos no interior de São Paulo. Após a análise dos resultados verificou-se a presença de fatores restritivos a regeneração natural na área, indicando a necessidade de adotar medidas de manejo que estimulem a regeneração e sustentabilidade futura da floresta implantada.
URI: http://repositorio.im.ufrrj.br:8080/jspui/handle/1235813/2719
Appears in Collections:TCC - Engenharia Florestal (Seropédica)

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