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    <title>Repositório Colecção:</title>
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    <title>Oxalá nos uniu: um estudo etnográfico sobre a experiência religiosa  umbandista no processo de individuação</title>
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    <description>Título: Oxalá nos uniu: um estudo etnográfico sobre a experiência religiosa  umbandista no processo de individuação
Autor: Zimmer, Carolina
Resumo: Este estudo investiga de que modo as experiências religiosas dos praticantes da Umbanda&#xD;
influenciam seus processos de individuação e contribuem para transformações da consciência&#xD;
coletiva. A pesquisa ancora-se na Psicologia Complexa de Carl Gustav Jung, articulada à noção&#xD;
de colonização do imaginário proposta pelo historiador Serge Gruzinski, integrando ainda&#xD;
aportes da sociologia, da antropologia e das ciências da religião. A abordagem metodológica&#xD;
conjuga a etnografia interpretativa de Clifford Geertz, por meio de observação-participante,&#xD;
entrevistas em profundidade e análise de elementos rituais e simbólicos ao método de&#xD;
processamento simbólico-arquetípico, desenvolvido por Eloísa Penna, permitindo acessar, em&#xD;
múltiplos níveis, os significados inconscientes emergentes nas vivências religiosas. O campo&#xD;
empírico teve como cenário um terreiro de Umbanda localizado no estado do Rio de Janeiro.&#xD;
Os resultados indicam que a Umbanda oferece um espaço liminar de acolhimento onde corpo e&#xD;
psique deixam de ser compreendidos como esferas separadas. As práticas mediúnicas e os&#xD;
rituais religiosos funcionam como dispositivos de mediação simbólica entre inconsciente e&#xD;
consciência, possibilitando que imagens emergentes sejam reconhecidas, elaboradas e&#xD;
integradas. Esse processo favorece a saúde psicossomática, fortalece a identidade dos&#xD;
praticantes e catalisa a transformação de complexos afetivos, por meio da atualização simbólica&#xD;
de seus conteúdos. Paralelamente, o terreiro se mostra como um espaço de reelaboração de&#xD;
feridas sociais históricas, como as de ordem racial, atuando sobre a memória coletiva e&#xD;
oferecendo uma compensação simbólica que legitima e reinscreve os saberes antes&#xD;
marginalizados. A pesquisa evidencia que a religiosidade de Umbanda atua como meio de&#xD;
escuta, cuidado e integração de conteúdos inconscientes à consciência, articulando processos&#xD;
subjetivos e dimensões coletivas em um campo ritual que acolhe a diversidade simbólica&#xD;
brasileira. Desse conjunto de achados desdobram-se possibilidades promissoras para&#xD;
investigações futuras como o impacto das práticas rituais sobre indicadores de saúde física e&#xD;
mental; a articulação entre energia psíquica, cura e processos psicossomáticos; a fenomenologia&#xD;
dos estados alterados de consciência; os efeitos da música, do canto e da dança na regulação&#xD;
afetiva; e critérios diferenciais para distinguir expressões simbólicas construtivas de quadros&#xD;
propriamente psicopatológicos. Essas frentes confirmam a Umbanda, religião síntese das&#xD;
dinâmicas de matrizes afro-ameríndias e europeias, como um laboratório privilegiado para o&#xD;
avanço da Psicologia Complexa em diálogo com contextos culturais plurais, ao evidenciar&#xD;
modos singulares de mediação simbólica entre indivíduo e coletividade</description>
    <dc:date>2026-01-15T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26150">
    <title>Avaliação das funções executivas e da personalidade na adolescência</title>
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    <description>Título: Avaliação das funções executivas e da personalidade na adolescência
Autor: Corrêa, Beatriz da Cunha
Resumo: A adolescência é um período crucial para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, emocionais e sociais, sendo as funções executivas (FE) e a personalidade dois construtos fundamentais nesse processo. No Brasil, a escassez de instrumentos adaptados e validados para a avaliação desses construtos em adolescentes limita a precisão de avaliações psicológicas e neuropsicológicas. Este projeto visa realizar a adaptação transcultural de dois instrumentos para o público adolescente: a Teenage Executive Functioning Inventory (TEXI) e o Big Five Personality Trait Short Questionnaire (BFPTSQ), além de conduzir uma revisão sistemática sobre as relações entre personalidade e FE. O projeto será dividido em três etapas: (1) revisão sistemática das relações entre personalidade e FE, seguindo as diretrizes do PRISMA, com o objetivo de sintetizar a literatura existente sobre o tema; (2) adaptação transcultural do TEXI, conforme as diretrizes da International Test Commission (ITC); e (3) adaptação do BFPTSQ, focando nos cinco grandes fatores de personalidade. Ambas as adaptações incluirão as etapas de tradução, avaliação por juízes especialistas, retrotradução (back-translation) e um estudo piloto para verificar a clareza e adequação dos itens. Este projeto é inédito, pois não há registros de estudos que tenham adaptado esses instrumentos para adolescentes no Brasil nem que tenham explorado de forma sistemática as relações entre esses construtos. Espera-se que os resultados deste estudo forneçam ferramentas culturalmente adequadas para uso futuro na avaliação psicológica de adolescentes, além de contribuir para intervenções mais contextualizadas, promovendo um avanço significativo na área da avaliação psicológica e neuropsicológica no Brasil.</description>
    <dc:date>2025-07-11T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26139">
    <title>Representações sociais acerca do futuro e juventude por jovens brasileiros</title>
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    <description>Título: Representações sociais acerca do futuro e juventude por jovens brasileiros
Autor: Oliveira, Geovana Rodrigues de
Resumo: A juventude na contemporaneidade está constantemente exposta a profundas transformações&#xD;
decorrentes do campo econômico, político e social, e que influenciam em suas transições para&#xD;
a vida adulta. A juventude é tomada conceitualmente como uma construção social,&#xD;
relacionada à identificação e compartilhamentos de costumes; uma categoria social com&#xD;
características próprias, vivenciada de forma singular a cada sujeito e inserida no campo&#xD;
social, diante de suas estruturas e organizações, que contribuem e atingem os jovens em seus&#xD;
processos de formação. A presente pesquisa teve por objetivo identificar, junto a jovens&#xD;
brasileiros, a estrutura das representações sociais acerca do futuro e juventude. A Teoria das&#xD;
Representações Sociais proposta por Serge Moscovici é o principal aporte teórico que&#xD;
viabilizará identificar o pensamento socialmente compartilhado de jovens sobre o futuro.&#xD;
Abordaremos a Teoria do Núcleo Central de forma mais especifica em busca da possível&#xD;
estrutura das representações sociais acerca do futuro. Para a coleta de dados foram utilizados&#xD;
questionários estruturados através de perguntas fechadas e tarefas de evocação livre com o&#xD;
termo indutor futuro e juventude. Foi utilizado o questionário via Google Forms com 124&#xD;
participantes Os resultados demonstram que futuro é visto como incerto, revela medo e&#xD;
incerteza, mas a família e a esperança se mantem presente. Quanto a juventude, as&#xD;
representações sociais agregam elementos como aprendizagem e independência com força no&#xD;
elemento resistência. Conclui-se que ainda que a juventude traga conquistas da independência&#xD;
e da força, o futuro ainda agrega medo e incertezas.</description>
    <dc:date>2024-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25984">
    <title>A aridez simbólica</title>
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    <description>Título: A aridez simbólica
Autor: Bogado, Marcelo Fiorillo
Resumo: A dissertação pretende analisar a pertinência de uma leitura simbólica dos processos de&#xD;
adoecimento psíquicos observados na pós-modernidade, tendo como pano de fundo o aumento&#xD;
da prevalência dos transtornos mentais na atualidade. Também almeja investigar as relações&#xD;
entre os processos sociais de produção simbólica e o adoecimento psíquico, não só na esfera&#xD;
individual, como também no âmbito coletivo. Pois verifica-se que muitos dos fatores elencados&#xD;
nos transtornos mentais possuem uma clara determinação social, a saber, o crescente processo&#xD;
dessimbolização ocasionada pelo modelo econômico neoliberal. A psiquiatria como constructo&#xD;
histórico vem adotando um claro viés positivista, pautada pelas neurociências e possuindo como&#xD;
pedra angular a indústria farmacêutica. Está se tornando obsoleto o modelo da psiquiatria&#xD;
dinâmica que leva em conta a existência das instâncias do inconsciente e, portando, se abre para&#xD;
uma abordagem hermenêutica dos processos mentais. Carl Gustav Jung foi pioneiro em&#xD;
empregar o método hermenêutico na clínica psiquiátrica. Para isso, desenvolveu o conceito de&#xD;
função transcendente. A função transcendente remete a um campo de operações psíquicas que,&#xD;
mediante o concurso dos símbolos, transformam a energia do inconsciente em imagem&#xD;
arquetípica, estabelecendo, pela via simbólica de um intercâmbio eficaz (natural) entre a&#xD;
consciência e a instância inconsciente, um fluxo energético fundamental para a manutenção da&#xD;
homeostase psíquica. Carl Gustav Jung, ao longo de sua obra, sublinhou de modo enfático os&#xD;
agravos causados à psique quando falha a função simbólica transcendente.No quarto capítulo,&#xD;
aborda-se a figura da entidade afro-brasileira Exu, devido ao seu parentesco arquetípico com a&#xD;
figura do deus grego Hermes, de onde derivou a palavra hermenêutica. Finalmente, ilustro com&#xD;
dois casos clínicos o emprego do constructo junguiano na clínica psiquiátrica.</description>
    <dc:date>2020-01-16T00:00:00Z</dc:date>
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