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    <title>Pesquisadores (as) agroecológicos (as): trajetórias profissionais e formas de engajamentos na conformação de uma comunidade epistêmica</title>
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    <description>Título: Pesquisadores (as) agroecológicos (as): trajetórias profissionais e formas de engajamentos na conformação de uma comunidade epistêmica
Autor: Cabral, Larissa Aparecida da Silva
Resumo: Esta tese tem por objetivo reconstituir, sob uma perspectiva sociológica, as trajetórias&#xD;
de pesquisadores (as) inseridos em diferentes contextos geracionais, dinâmicas&#xD;
institucionais e campos disciplinares que, em seus espaços de atuação, se identificam&#xD;
como agentes sociais engajados na construção da agroecologia como um campo&#xD;
específico de produção e circulação de conhecimentos. A partir dessas trajetórias&#xD;
profissionais, o trabalho busca refletir sobre as crenças compartilhadas, práticas e&#xD;
relações que conformam uma comunidade epistêmica referenciada na agroecologia no&#xD;
Brasil. Para tal, amparamo-nos nas contribuições da Sociologia da Ciência e dos&#xD;
Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia, visando compreender os paradigmas e&#xD;
visões de mundo que orientam as práticas de ensino, pesquisa e extensão conduzidas&#xD;
por estes pesquisadores (as), considerando seus entrelaçamentos com as relações e jogos&#xD;
de força presentes no campo científico e para além dele. Como recorte metodológico,&#xD;
iniciamos a investigação a partir de uma análise quantitativa dos grupos de pesquisa&#xD;
registrados junto ao Diretório dos Grupos de Pesquisa (DGP), do Conselho Nacional de&#xD;
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), principal agência de fomento à&#xD;
pesquisa no país, tendo como referência o ano de 2019. Encontramos 423 grupos de&#xD;
pesquisa distribuídos em diferentes universidades, institutos federais, fundações,&#xD;
empresas, agências, entre outras instituições em todo o país ligadas, diretamente, à&#xD;
temática da agroecologia. Considerando este universo, realizamos 25 entrevistas com&#xD;
interlocutores (as) individuais que foram selecionados com foco na diversidade da&#xD;
amostra, baseando-se nos seguintes critérios: geração, áreas de pesquisa, instituição à&#xD;
qual o pesquisador (a) se encontra vinculado (a) e região de atuação. No tocante à&#xD;
observação participante, acompanhamos as edições de 2017 e 2019 do Congresso&#xD;
Brasileiro de Agroecologia (CBA). Os resultados da pesquisa evidenciam que a&#xD;
agroecologia conforma uma comunidade epistêmica de caráter inter-transdisciplinar,&#xD;
que emerge como resultado de um conjunto diversificado de dinâmicas de coprodução&#xD;
entre ciência e política. Não há um perfil único que enquadre os (as) pesquisadores (as)&#xD;
agroecológicos. As pessoas que compõem esta comunidade epistêmica são oriundas de&#xD;
diferentes disciplinas científicas, vivenciando a produção de conhecimentos em&#xD;
agroecologia a partir de um conjunto diversificado de práticas e formas de engajamento.&#xD;
Existem alguns princípios e conceitos comuns que identificam esta comunidade, como,&#xD;
por exemplo, a crítica aos modos de organização da agricultura e do sistema&#xD;
agroalimentar nas sociedades contemporâneas, o diálogo de saberes, a referência ao&#xD;
conceito de agroecossistema e as conexões estabelecidas entre ambiente e sociedade.&#xD;
Mas, é preciso considerar que mesmo estes conceitos são acionados a partir de arranjos&#xD;
muito diferenciados, potencializando várias formas de fazer ciência e de construir&#xD;
relações dentro e fora da academia.</description>
    <dc:date>2023-12-13T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25911">
    <title>Encontro produtivo e ancoragem territorial: coordenação e relações firma-território em arranjos produtivos agroindustriais</title>
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    <description>Título: Encontro produtivo e ancoragem territorial: coordenação e relações firma-território em arranjos produtivos agroindustriais
Autor: Leite, Tasso de Sousa
Resumo: O tema do desenvolvimento local e regional vem ocupando um lugar cada vez mais central na agenda de pesquisadores e formuladores de políticas. O ressurgimento deste tema no Brasil tem se expressado, por exemplo, no crescente uso das noções de cluster e arranjos e sistemas produtivos locais. Uma característica comum a estas noções é a idéia de que a aglomeração geográfica de atividades econômicas de um mesmo setor, ou de setores correlatos, é capaz de produzir efeitos bastante dinâmicos para as economias regionais. Ao influenciar a localização de novas empresas ou atividades, a aglomeração se converte, portanto, em um importante fator para o crescimento econômico. Assim, o estudo do tema da localização das atividades econômicas adquire um interesse renovado na literatura sobre desenvolvimento regional, que se expressa principalmente em uma retomada da discussão sobre a importância das economias externas e em uma crescente preocupação com as questões relacionadas com a coordenação das atividades econômicas em um dado território. A proposta desta tese consiste em focalizar estes temas a partir de dois aspectos fundamentais: as relações entre empresas e território e as formas de coordenação das relações entre os atores. As referências empíricas para a discussão destes temas são os arranjos produtivos agroindustriais (APAs) do Oeste Catarinense e do Sudoeste Goiano. Para a construção do referencial teórico da tese buscou-se um diálogo entre as abordagens da economia territorial e entre estas e as teorias da firma, resultando em uma análise dos APAs a partir das noções de encontro produtivo e ancoragem territorial. A partir deste diálogo, filtrado pelo referencial teórico da economia da proximidade, procedeu-se a uma análise da constituição dos APAS como resultado de um encontro produtivo entre firma e território. Este encontro produtivo é mediado pela ação coordenada dos atores, que funciona como mecanismos de ativação dos recursos do território. A análise da constituição do APA do Sudoeste Goiano, a partir da noção de ancoragem territorial, permitiu compreender que a expansão territorial das firmas agroindustriais não se caracteriza como um processo de desterritorialização, ao contrário, trata-se da implementação de uma estratégia competitiva fundada na busca de uma múltipla territorialização.</description>
    <dc:date>2004-08-31T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25903">
    <title>“O banco dos réus está vazio!”: tribunais populares e as disputas por memória e justiça frente à violência no campo nos anos finais da ditadura</title>
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    <description>Título: “O banco dos réus está vazio!”: tribunais populares e as disputas por memória e justiça frente à violência no campo nos anos finais da ditadura
Autor: Oliveira, Luíza Antunes Dantas de
Resumo: São chamadas de tribunais populares, ao longo desta tese, as ações de protesto realizadas na&#xD;
forma de julgamentos dedicados a crimes não reconhecidos formalmente pelo sistema de justiça&#xD;
ou por ele tratados de forma incompleta, pouco satisfatória, de acordo com as vítimas e&#xD;
familiares. Em geral, os tribunais são realizados por movimentos sociais e outras organizações&#xD;
valendo-se dos rituais da jurisdição estatal para fazer denúncias, ouvir testemunhas, identificar&#xD;
responsáveis e anunciar posições em determinados processos políticos. A tese se volta para as&#xD;
experiências realizadas pelos movimentos sociais do campo durante a abertura e transição&#xD;
política no Brasil, denominados Tribunal da Terra e Tribunal Nacional dos Crimes do&#xD;
Latifúndio, nos quais se julgaram casos de assassinatos deflagrados em razão de conflitos&#xD;
agrários, apurando-se também responsabilidades sobre outras formas de violência no campo.&#xD;
Os tribunais de protesto são assumidos como terreno empírico para refletir sobre os usos do&#xD;
Direito no repertório de confronto que marcou as disputas pela democratização, valendo-se de&#xD;
lentes de análise que interconectam a Sociologia Política e a Sociologia do Direito. Pressupondo&#xD;
que as formas de mobilização política do direito pelos movimentos sociais do campo durante a&#xD;
transição política guardam estreita relação com usos e sentidos sociais cultivados ao longo da&#xD;
Ditadura Empresarial-Militar (1964-1985), a reflexão dialoga com as pesquisas em torno das&#xD;
especificidades da repressão política no campo, bem como os efeitos da ditadura sobre as&#xD;
formas de organização e resistência das populações camponesas. Ao final, são apontados quatro&#xD;
usos de protesto do Direito referidos ao período ditatorial e que concorreram para a realização&#xD;
dos tribunais populares objeto da tese: “no espaço das leis”, “antijudiciário”, “para redefinir as&#xD;
leis” e “em nome da justiça”. Trata-se de uma pesquisa qualitativa realizada a partir de&#xD;
entrevistas e de análise de conjunto de documentos históricos oriundos de diferentes acervos.</description>
    <dc:date>2025-04-29T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25891">
    <title>Rincões de pobreza e desenvolvimento: interpretações sobre comportamento coletivo</title>
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    <description>Título: Rincões de pobreza e desenvolvimento: interpretações sobre comportamento coletivo
Autor: Fialho, Marco Antônio Verardi
Resumo: Este trabalho trata do processo de desenvolvimento de duas localidades rurais no município de Canguçu/RS a partir da compreensão da complexidade do contexto das relações sociais as quais estão integradas. As pessoas dessas localidades, na grande maioria, caracterizam-se pela miscigenação entre descendentes de portugueses, índios, negros e espanhóis, pela agricultura de base familiar e pelos estigmas atribuídos à origem étnica. O objetivo deste estudo foi analisar o processo de desenvolvimento das localidades rurais a partir da observação e compreensão do comportamento humano em interação no tempo e no espaço, procurando percebê-las como coletividades (sociedades locais) em contínua relação com o ambiente, num processo aberto e interdependente. Para a sua realização utilizamos tanto da pesquisa bibliográfica e de fontes secundárias, como de observações e entrevistas abertas em pesquisa de campo. Com base na bibliografia sobre a história do Rio Grande do Sul, tratamos de descrever e analisar o processo de ocupação e formação do território rio-grandense, atentando para aspectos comportamentais do gaúcho, traços que podemos identificar, relativamente, com os observados nas sociedades estudadas. Na pesquisa de campo, estimulando a memória popular local, abordamos aspectos do passado e do presente, experiências vividas que nos ajudaram a elucidar questões relacionadas ao processo de desenvolvimento das sociedades, atentando para a relação deste (processo de desenvolvimento) com elementos comportamentais da sociedade local – transformações de mentalidade decorrente da ampliação do horizonte social. Dentre os resultados merecem destaque: a) a representação de ser humano inferior, atribuída aos descendentes de portugueses, índios, negros e espanhóis, foi construída ao longo do processo de desenvolvimento, na produção e reprodução de hierarquias sociais com diferenciais de poderes; b) a construção de identidades está relacionada com os diferenciais de poderes, qualificando ou desqualificando grupos sociais no imaginário social; c) a atribuição de estigmas a grupos sociais inferiorizados produz, na psique destes, mecanismos que impõem limites ao desenvolvimento social; d) a expansão das relações sociais qualifica grupos marginalizados ao desenvolvimento social; e) a (auto)valorização social pelo conhecimento (informação) e pelo reconhecimento das capacidades (por exemplo, produtiva) aparelha (ou municia) grupos sociais estigmatizados para contra-estigmatizar, produzindo sentimentos (auto-estima, confiança, etc.) que contribuem para a ampliação das conquistas sociais.</description>
    <dc:date>2005-08-17T00:00:00Z</dc:date>
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