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    <title>Repositório Colecção:</title>
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    <title>Feitiçaria Eclesiástica: o julgamento do clero pelo Santo Ofício de Lisboa (XVIII)</title>
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    <description>Título: Feitiçaria Eclesiástica: o julgamento do clero pelo Santo Ofício de Lisboa (XVIII)
Autor: Barbosa, Andressa Guimarães
Resumo: A modernidade portuguesa foi marcada pelo fenômeno da Inquisição, tribunal responsável por perseguir e julgar as heresias no território lusitano e que estendeu seus braços por todo o império. Ninguém estava imune ao julgamento Santo Ofício, nem mesmo o clero católico. Muitos foram os religiosos que se tornaram réus da Inquisição pelas mais diversas heresias, incluindo entre elas a feitiçaria. No século XVIII, em Lisboa, ao menos 10 religiosos se viram nesse lugar. Homens e mulheres, todos parte do corpo da Igreja, que foram julgados por variadas práticas de magia. Cada um desses processos se desenvolve dentro de um complexo sistema jurídico normativo, apresentando diversas semelhanças, mas também um conjunto de particularidades que os marcaram. Ao olhar para esses casos podemos nos perguntar como esses religiosos chegaram ao banco dos réus e principalmente, sobre que termos a Inquisição poderia julgar um clérigo ou uma freira que se envolviam com feiticeiras, magias e demônios? Neste trabalho nos propomos a destrinchar esses casos, buscando compreender como a Inquisição analisou esses procesos tão particulares e que ao mesmo tempo carregavam consigo tantas questões comuns ao clero e a sociedade portuguesa do oitocentos. É nosso objetivo compreender de que maneira esses homens e mulheres foram julgados pelo Santo Ofício de Lisboa e entender quais as dinâmicas que puderam se estabelecer nos autos entre os religiosos que se viam no lugar dos réus e os agentes do tribunal.</description>
    <dc:date>2025-12-17T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26016">
    <title>Martinho Lutero, Rabelais e Margarida de Navarra: um estudo comparado das biografias de Lucien Febvre</title>
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    <description>Título: Martinho Lutero, Rabelais e Margarida de Navarra: um estudo comparado das biografias de Lucien Febvre
Autor: Guimarães, Thaís França
Resumo: Este trabalho analisa comparativamente três obras de Lucien Febvre dedicadas a personagens centrais&#xD;
do século XVI, Un destin, Martin Luther (1928), Le problème de l’incroyance au XVIe siècle: la&#xD;
religion de Rabelais (1942) e Autour de l’Heptaméron: amour sacré, amour profane (1944), com o&#xD;
objetivo de investigar em que medida esses estudos mobilizam procedimentos característicos da&#xD;
biografia moderna, apesar da recusa explícita do autor em classificá-las como biografias. A pesquisa&#xD;
examina as tensões entre história e biografia no interior do projeto intelectual dos Annales e parte-se&#xD;
da hipótese de que a rejeição do rótulo biográfico não implica a negação do biográfico como prática&#xD;
historiográfica, mas constitui condição para sua reformulação crítica. Sustenta-se que Febvre&#xD;
desenvolveu uma modalidade singular de escrita histórica que incorpora elementos da biografia&#xD;
moderna, como a complexidade psicológica das personagens, a recusa da hagiografia, a atenção às&#xD;
mentalidades e a articulação entre história, literatura e psicologia, subordinando-os, contudo, às&#xD;
exigências de uma história-problema centrada na relação entre indivíduo e sociedade. Do ponto de&#xD;
vista metodológico, adota-se uma abordagem comparativa, organizada a partir de eixos temáticos que&#xD;
contemplam o papel do biógrafo, a construção textual, a elaboração das personagens e questões&#xD;
transversais relativas à documentação, à ética e à crítica historiográfica. A análise dos prólogos, da&#xD;
estrutura interna das obras, das estratégias narrativas e da recorrência de conceitos-chave revela&#xD;
permanências e deslocamentos na escrita febvreana. Conclui-se que os estudos sobre Lutero, Rabelais&#xD;
e Margarida de Navarra formam uma série biográfica coerente, reafirmando o biográfico como&#xD;
instrumento legítimo e fecundo da investigação historiográfica no âmbito dos Annales</description>
    <dc:date>2026-04-09T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25819">
    <title>“não há cousa que mais mova, nem excite mais as virtudes do que os exemplos dos santos”. Identidade católica, relações de poder, gênero e o Império Português na escrita de Frei Agostinho de Santa Maria sobre a Ásia no século XVIII</title>
    <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25819</link>
    <description>Título: “não há cousa que mais mova, nem excite mais as virtudes do que os exemplos dos santos”. Identidade católica, relações de poder, gênero e o Império Português na escrita de Frei Agostinho de Santa Maria sobre a Ásia no século XVIII
Autor: Silva, Luciana Nogueira da
Resumo: Esta tese investiga quatro obras de Frei Agostinho de Santa Maria à luz do conceito de&#xD;
orientalismo católico, com o objetivo de compreender como sua escrita edificante constrói uma&#xD;
geografia espiritual do Oriente cristianizado. A partir da análise dos livros História da&#xD;
Fundação do Real Convento de Santa Mônica de Goa (1699); Rosas do Japam (1709), o Tomo&#xD;
VIII de Santuário Mariano (1720) e Rosas do Japam e da Cochinchina (1724) demonstra-se&#xD;
que o autor mobiliza fontes devocionais, metáforas florais, relatos miraculosos e descrições&#xD;
culturais para espiritualizar a alteridade e reafirmar a universalidade da fé católica. Nesse&#xD;
processo, destacam-se figuras femininas que, por meio de martírios, milagres e vocações&#xD;
religiosas, assumem papéis de liderança espiritual e protagonismo narrativo, convertendo suas&#xD;
experiências em dispositivos de edificação e territorialização da fé.&#xD;
A pesquisa revela que a presença mariana, os martírios femininos e os milagres sensoriais&#xD;
operam como dispositivos de territorialização simbólica e pedagogia da fé, convertendo corpos&#xD;
e espaços em matéria de salvação. A escrita do frei não apenas documenta prodígios, mas&#xD;
organiza o mundo segundo uma teologia da diferença, em que o elogio ao Oriente está sempre&#xD;
subordinado à correção espiritual. A metáfora floral atribuída às mulheres convertidas, a&#xD;
dramatização da fragilidade como vocação e o uso da geografia como prólogo da graça&#xD;
compõem uma retórica barroca que catequiza pela admiração e disciplina pela sensorialidade.&#xD;
A vida religiosa feminina, nesse contexto, emerge como locus de agência espiritual, em que a&#xD;
fragilidade dramatizada se converte em vocação edificante, e as santas e mártires atuam como&#xD;
lideranças simbólicas na construção de um Oriente cristianizado.&#xD;
Ao longo dos quatro capítulos, a tese articula história, teologia, e análise do discurso para&#xD;
demonstrar que estas obras de Frei Agostinho de Santa Maria são expressão exemplar de um&#xD;
império espiritual que redime o espaço pela linguagem edificante. A escrita devocional, nesse&#xD;
contexto, é compreendida como forma de poder simbólico, capaz de reorganizar a diferença e&#xD;
inscrever a fé sobre o mundo.</description>
    <dc:date>2025-11-21T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25814">
    <title>Da União pelo Ceará à formação da Arena: transmutações, polifonias e desentendimentos no partido da "revolução" na imprensa cearense (1962–1966)</title>
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    <description>Título: Da União pelo Ceará à formação da Arena: transmutações, polifonias e desentendimentos no partido da "revolução" na imprensa cearense (1962–1966)
Autor: Costa, Jucelio Regis da
Resumo: Este trabalho tem por objetivo fazer uma análise histórica do processo que resultou em transmutação entre as antigas alas políticas integradas à aliança interpartidária - União pelo Ceará - em movimento de constituição partidária da ARENA. Desse modo, deveremos analisar as principais fases constitutivas desse engajamento político: primeiramente, como ocorreu a formação da aliança União pelo Ceará em 1962 e sua base estrutural de funcionamento no legislativo estadual entre 1962 e 1965. Depois, analisaremos, entre as eleições de outubro de 1965 à decretação do AI-2, como ocorreu a reestruturação da aliança unionista na Assembleia Legislativa em União Parlamentar Revolucionário pelo Ceará (UPRC), visando a manutenção do estrutural do esquema político firmado em 1962. Em seguida, estudaremos como a UPRC, diante das mobilizações políticas na institucionalização do sistema político bipartidário, transformou-se em ARENA, sendo marcada por amplas disputas e tensões internas, com o intuito de colaborar com o regime militar brasileiro. As fontes jornalísticas impressas, os documentos de organização partidária da ARENA e as fontes testemunhais e memorialísticas (autobiográficas e biográficas) foram fundamentais para esta pesquisa, com o intuito de perceber as imagens construídas nacionalmente, para que, em seguida, pudéssemos compreender como ela se configurou na realidade cearense.</description>
    <dc:date>2025-12-16T00:00:00Z</dc:date>
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