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    <title>Repositório Colecção:</title>
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    <title>O trabalho dignifica o homem negro? desigualdades de classe e raça na constituição das masculinidades dos coletores de lixo domiciliar</title>
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    <description>Título: O trabalho dignifica o homem negro? desigualdades de classe e raça na constituição das masculinidades dos coletores de lixo domiciliar
Autor: Ramos, Tamis Porfírio Costa Crisóstomo
Resumo: Esta pesquisa busca analisar como as relações de trabalho participam da constituição social&#xD;
das masculinidades dos homens negros coletores de lixo domiciliar do município do Rio de&#xD;
Janeiro, considerando os eixos de desigualdade de raça, gênero e classe na construção dessas&#xD;
identidades. Partindo da compreensão de que a divisão racial e sexual do trabalho estrutura a&#xD;
organização do trabalho no Brasil, a pesquisa investiga os processos e relações sociais e&#xD;
históricas que fazem com que homens negros estejam sobrerrepresentados em ocupações&#xD;
marcadas pela subalternidade e pelo trabalho corporal “sujo”, bem como os efeitos dessas&#xD;
condições sobre suas experiências laborais, e a construção de masculinidades subalternas. A&#xD;
pesquisa tem como aporte empírico entrevistas em profundidade com questionário&#xD;
semiestruturado realizadas com oito coletores da Companhia Municipal de Limpeza Urbana&#xD;
(Comlurb). Os resultados demonstram que a racialização do trabalho de coleta de lixo&#xD;
domiciliar se expressa para além da sobrerrepresentação de homens negros nessa ocupação,&#xD;
mas, principalmente, na associação histórica entre sujeira, trabalho degradante e corpos&#xD;
negros. Além disso, evidenciam-se relações ambíguas constitutivas da posição social desses&#xD;
trabalhadores enquanto homens negros e da atividade que desempenham. Tais relações&#xD;
complexas envolvem humilhação e orgulho, exploração e reconhecimento, sacrifício e honra&#xD;
coexistindo simultaneamente. A análise sociológica da coleta de lixo domiciliar permite&#xD;
compreender os efeitos da divisão racial e sexual do trabalho na forma com que se configuram&#xD;
experiências de subalternização, precarização laboral e desvalorização social, além dos&#xD;
impactos sociossubjetivos dessas relações estruturais para a construção de identidades&#xD;
masculinas subalternizadas</description>
    <dc:date>2026-07-02T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25841">
    <title>O barroquismo ludopédico na encruzilhada entre o virtual e o real: a gamificação do esporte-espetáculo e a europeização do futebol brasileiro</title>
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    <description>Título: O barroquismo ludopédico na encruzilhada entre o virtual e o real: a gamificação do esporte-espetáculo e a europeização do futebol brasileiro
Autor: Bastos, Romero Jasku
Resumo: O presente trabalho tem como principal objetivo refletir sobre a relação entre a “gamificação” do&#xD;
esporte-espetáculo e a “europeização” do futebol brasileiro. No rastro do processo de globalização&#xD;
e espetacularização do futebol, conduzido em benefício e no interesse das equipes europeias,&#xD;
assoma à superfície uma disputa simbólica que coloca frente a frente dois tipos de discursos. Em&#xD;
linhas gerais, são eles: (i) de um lado, debatendo-se diante da impotência em relação à correlação&#xD;
de forças na atual conjuntura, marcada por intensa e ininterrupta comunicação entre culturas de&#xD;
&#xD;
todos os cantos do planeta proporcionada pela revolução tecnológica da informação, encontram-&#xD;
se as narrativas que associam “europeização” com “modernização”, enfatizando os ganhos&#xD;
&#xD;
provenientes da mundialização e liberalização do mercado da bola, relativizando a existência de&#xD;
escolas nacionais de futebol e condescendendo com a formação de comunidades de fãs estruturadas&#xD;
a partir de relações desterritorializadas entre torcedores e clubes; (ii) de outro lado, os relatos que&#xD;
rechaçam a “modernização” e suas consequências como uma ameaça à verdadeira identidade do&#xD;
futebol brasileiro, em que a tônica recai, muitas vezes, sobre as “vantagens do atraso", perceptível&#xD;
tanto nos argumentos que condenam como “ilegítimos” os laços dos brasileiros com times&#xD;
estrangeiros – relacionando-os com a falta de fibra moral característica de “caçadores de glórias”,&#xD;
para os quais o sucesso em campo e o glamour das estrelas e dos campeonatos da Europa são mais&#xD;
importantes e sedutores do que a fidelidade às raízes –, quanto nas alegações que conectam o&#xD;
“futebol-arte” com o “jeitinho brasileiro” – “o peculiar modo nacional de livrar-se de problemas,&#xD;
ou de falsificá-los”, de tal maneira que estes problemas não sejam vistos como obstáculos a serem&#xD;
superados, mas, no limite, como condições fundamentais para manutenção e reprodução das bases&#xD;
&#xD;
culturais e materiais da escola brasileira de futebol. Essas formações discursivas são a matéria-&#xD;
prima da investigação que se busca realizar aqui. Assim, com base no exame crítico desses&#xD;
&#xD;
discursos, intenciona-se discernir nessas visões de mundo o que há de ideológico e o que há de&#xD;
utópico nas representações e soluções que cada uma delas propõe para resolver os desafios&#xD;
colocados pela comunicação excessiva entre sociedades e culturas cada vez mais conectadas. Para&#xD;
levar a cabo esta investigação, propõe-se fazer uma interpretação de caráter dialético dos discursos&#xD;
de diferentes atores e agências sobre os meandros dos processos de formação das identidades&#xD;
culturais do futebol, tendo como interlocutores intelectuais, jornalistas, dirigentes, técnicos,&#xD;
&#xD;
jogadores e torcedores etc. Ocupando um lugar especial na análise dos discursossobre o “futebol-&#xD;
espetáculo”, os jogos eletrônicos muitas vezes estão no centro das discussões, ora sendo&#xD;
&#xD;
apresentados como pivôs da “modernização”, ora como promotores da “aculturação”. De qualquer&#xD;
maneira, os jogos eletrônicos são, eles próprios, formações discursivas. Levando isso em&#xD;
consideração, assume-se, aqui, que os jogos eletrônicos são um tipo de texto que possui uma&#xD;
estrutura narrativa e um sentido preferencial, além de um inconsciente. Nessa direção, trata-se de&#xD;
explorar as contradições inerentes às visões de mundo em questão no tocante ao modo como elas&#xD;
interpretam as transformações e as perspectivas do futebol no Brasil e no mundo diante da&#xD;
“gamificação” do “esporte-espetáculo”. Com efeito, tem-se que a tarefa primordial da análise&#xD;
crítica das formações discursivas em tela é, antes e acima de tudo, jogar luz sobre suas dimensões&#xD;
utópicas. A hipótese central deste trabalho é a de que estas dimensões utópicas emergem como&#xD;
sintomas do choque de narrativas “que são ao mesmo tempo distintas, simultâneas e antagônicas”.&#xD;
É, então, sob a forma de sintoma, insinuando-se por entre as lacunas da ordem simbólica, que o&#xD;
“real” se revela. Depreende-se disso que apenas uma “leitura sintomal” do cenário sob escrutínio é&#xD;
capaz de identificar as dimensões utópicas e ideológicas inerentes a ambas as visões de mundo.</description>
    <dc:date>2025-12-03T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/23303">
    <title>Tem que ter foice e enxada: memórias dos trabalhadores rurais de Meruoca.</title>
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    <description>Título: Tem que ter foice e enxada: memórias dos trabalhadores rurais de Meruoca.
Autor: Sousa, Juliana Marques de
Resumo: A tese tem como tema a configuração da luta de classe e a trajetória de trabalhadores sertanejos,&#xD;
e o campo de investigação é a cidade Meruoca, localizada no interior do Ceará, cujo sujeito&#xD;
analítico compreende o trabalhador meruoquense, suas práticas e suas subjetividades. Nesse&#xD;
sentido, considero que a experiência de classe e os conflitos que a definem foram&#xD;
reconfigurados no capitalismo contemporâneo, ocorrendo a destituição de marcadores de&#xD;
interesses antagônicos e gerando subjetividades ambíguas, uma identidade de classe&#xD;
desmanchada. Ademais, são elaboradas, nos direitos sociais e trabalhistas ou na ausência deles,&#xD;
as subjetividades de classe – linguagem que conta o conflito de uma vida inteira marcada por&#xD;
regimes de exploração, precarização e subalternização. Portanto, essa é a relação social que&#xD;
defendo com as margens da classe trabalhadora.</description>
    <dc:date>2024-12-16T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/23268">
    <title>O bônus que precariza: a desvalorização do trabalho docente  no arranjo federativo.</title>
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    <description>Título: O bônus que precariza: a desvalorização do trabalho docente  no arranjo federativo.
Autor: Avila, Clarice de Freitas Silva
Resumo: O trabalho “não-material” que produz ideias, conceitos, símbolos, hábitos, atitudes, habilidades,&#xD;
executado pelo/a professor/a, encontra-se precarizado no mundo do trabalho. Alguns dispositivos&#xD;
contribuem para esse processo e propusemo-nos a analisar a política de bonificação como um&#xD;
mecanismo que acrescenta valores aos vencimentos dos/das docentes, mas sua racionalidade é&#xD;
incapaz de alterar uma ordem estrutural relacionada ao tripé da valorização do magistério que&#xD;
elencamos como sendo a carreira, o salário e as condições de trabalho. Outrossim, dar tratamento&#xD;
a esta temática, que consideramos inovadora e desafiadora, pode ajudar a responder sobre a&#xD;
necessidade de detectar os efeitos sociais do mecanismo da bonificação sobre o trabalho dos/das&#xD;
professores/as. Com a pretensão de examinar múltiplas abordagens de dados, neste estudo,&#xD;
empregamos as “Matrizes multimétodos” a partir da ideia de provisoriedade da pesquisa. Assim&#xD;
como não há medida estabelecida para o entendimento das homogeneidades, da diversidade e da&#xD;
intensidade das informações necessárias a um adequado trabalho de pesquisa, igualmente não&#xD;
existe um ponto de saturação definido, mas sim, um resultado provisório dessa “geração do&#xD;
material” que contribuirá para a construção de significados. O trabalho docente, cada vez mais,&#xD;
passa a ser determinado pelo Sistema Capitalista que exerce poder sobre as vidas através de um&#xD;
rosto e sobre a educação pelo processo de mercantilização, que se materializa em mecanismos&#xD;
como a bonificação salarial. A pesquisa trabalhou com dados a partir do estado do Rio de Janeiro,&#xD;
pioneiro na implementação da política de bonificação e, com mais três municípios do estado:&#xD;
Itaboraí, Valença e Barra do Piraí, revelando que, para a carreira docente, o mecanismo de&#xD;
bonificação surge como uma espécie de controle disciplinar dos corpos dos/as trabalhadores/as da&#xD;
educação, regulando as faltas, os afastamentos e o desempenho das Unidades Escolares. Além de&#xD;
não ser incorporado aos vencimentos dos professores e das professoras, a bonificação tende a&#xD;
substituir o Plano de Cargos, Carreira e Salários. Está em jogo a força de trabalho docente versus&#xD;
o seu valor mensurado em forma de bônus. A lógica mercantilista precifica o trabalho produzido&#xD;
pelo/a docente por um valor bem menor em relação ao valor obtido se fosse implementado o Plano&#xD;
de Cargos, Carreira e Salários.</description>
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